Presidente da ABEP, fala da importância da qualidade da informação ao contratar uma pesquisa.

Fonte: ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

Por Duilio Novaes - Presidente ABEP

Embora a rapidez seja cada vez mais importante no sucesso dos negócios, nunca abra mão da qualidade da informação ao contratar uma pesquisa de mercado, opinião, mídia ou social. Um pequeno erro pode custar a perda de milhões

Com o avanço da tecnologia e a expansão da conectividade, os players de mercado precisam reinventar-se permanentemente para preservar o seu protagonismo. Uma das ferramentas essenciais na busca dos novos caminhos trilhados pelo consumidor é a pesquisa de mercado. Ao mesmo tempo em que esse turbilhão de mudanças acontece, as empresas de pesquisa buscam novas ferramentas e estratégias que ajudem os clientes a lidar, com razoável clareza, com esse universo em transformação. No entanto, a evolução da indústria de pesquisa busca acompanhar, instantemente, o ritmo das alterações sociais. Isso por um motivo simples: o nosso setor preza pela qualidade da informação e pelo impacto desses dados nos negócios dos clientes.

Não significa, porém, que a indústria de pesquisa esteja em busca de um padrão 100% perfeito. Não, isso não existe. É aí que a ABEP exerce seu papel como balizadora e guardiã dos princípios internacionais que devem orientar as atividades de seus mais de 140 filiados. Além do seu código de autorregulamentação e ética do setor e dos guias de boas práticas sobre temas, como divulgação de estudos, relacionamento com os respondentes e pesquisas eleitorais, os comitês internos da ABEP trabalham, atualmente, em novos instrumentos e ações direcionados à qualidade e à valorização das informações geradas pelas pesquisas de mercado. São dados que, usados com inteligência e criatividade, podem impactar positivamente nas ações mercadológicas dos clientes.

A agilidade cada vez mais torna-se um ingrediente essencial no êxito dos negócios, mas essa velocidade precisa ser administrada com muito critério. Os resultados muito rápidos, acompanhados de uma análise superficial e enviesada, podem colocar em risco milhões em investimentos. A ABEP tem filiados que realizam estudos on-line e off-line com enorme qualidade e assertividade. O problema é que clientes menos habituados com o universo da pesquisa podem ser levados a comprar gato por lebre, entregue ainda com um belo laço no pescoço.

No caso dos estudos on-line e daqueles que avaliam a experiência do consumidor, eles devem ser cercados do mesmo rigor ético e metodológicodos estudos off-line. Só que cada um no seu quadrado, respeitando características, eficiência, abrangência, e assim por diante. É por isso que há dois anos a ABEP vem atraindo e continua a atrair essa nova geração de profissionais e de empresas de perfil exclusivamente digital. Acreditamos que as pesquisas on-line e off-line caminham juntas. Cabe aos institutos apresentar aos clientes a estratégia mais eficiente para que as marcas consigam efetivamente dialogar com os consumidores, sem nunca deixarem de lado a qualidade, a veracidade, a eficiência e a segurança das informações.

Um smartphone por brasileiro até o final de 2017

Fonte: ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

A 28ª edição da Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, da FGV/SP, aponta que os brasileiros terão um smartphone por habitante até o final de 2017. O estudo mostra que a população do Brasil, que soma 207,8 milhões de habitantes, terá 208 milhões de aparelhos até outubro deste ano.

Os computadores (desktops, notebooks e tablets) também aparecem na pesquisa pertencendo, em maio de 2017, a 80% da população, com uma média de quatro computadores para cada cinco habitantes. A previsão é que até 2022 cada habitante tenha um computador. Nesse ritmo, até 2019, serão dois dispositivos conectáveis a internet por habitante, incluindo a soma total de smartphones e computadores, que atualmente é de 280 milhões. Quanto mais jovens os usuários, mais o comportamento está voltado para o uso e compra de smartphones.

ESOMAR 2017 revela como foi a primeira pesquisa de mercado feita em Cuba

Fonte: ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

Por Cíntia Corrales *

Os congressos da ESOMAR sempre trazem inúmeras ideias, reflexões e inovações a respeito do perfil e das necessidades do consumidor. No entanto, a edição LATAM 2017, que aconteceu na Cidade do México entre os dias 5 e 7 de abril, trouxe para mim uma surpresa especial: o paper apresentado por Fernando Alvarez, da Millward Brown/México, sobre o primeiro estudo de mercado realizado em Cuba.

Embora tenhamos na América Latina alguns países que estejam na vanguarda da pesquisa de mercado, Cuba era um mercado totalmente virgem para a pesquisa de mercado e tiveram que enfrentar grandes desafios, como a não existência de zoneamento domiciliar, ausência total de segmentação de consumidores e falta de entrevistadores profissionais.

Para realizar o estudo BrandZTM, de avaliação de marcas, a solução foi recorrer a estudantes universitários. E se aqui no Brasil já estamos na era dos tablets e pesquisa online, o desafio lá ainda era providenciar pranchetas e crachás para a equipe.

Além disso, a equipe de pesquisadores da Millward Brown atuou cercada por outras limitações institucionais. Isso porque dependeu prévia autorização do Ministério da Ideologia em relação à metodologia e até o questionário. Contarei essa e outras novidades a respeito do ESOMAR Latam 2017 em um artigo que publicarei na próxima edição da PMKT21. Até lá!

* Cíntia Corrales é diretora da Network Pesquisa e Presidente da ASBPM (Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia)

Segundo estudo, 69% da população acredita que interações face a face estão sendo substituídas por outros eletrônicos.

Fonte: ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

Sete em cada dez pessoas em todo o mundo (69%) acreditam que interações face a face estão sendo substituídas por outros eletrônicos, segundo estudo “Guerra das Telas”, da Nielsen.


O levantamento revelou que a televisão é a tela de escolha para a maioria das formas de visualização de conteúdo eletrônico, mas o acesso a dispositivos e a interação com as mídias sociais estão mudando o poder de escolha. No Brasil, cerca de 50% das pessoas acreditam que as interações face a face estão sendo substituídas por outros eletrônicos.


Outros dados indicam que no Brasil que 52% das pessoas afirmam que preferem assistir programações de conteúdo de vídeo em dispositivos móveis; 48% acessam a internet enquanto assistem TV; 48% preferem assistir programações ao vivo de televisão; 38% consideram que o tablet é tão bom quanto um computador ou notebook; 34% optam por usar aplicativos em seu celular ao invés de acessá-los pela busca.